Ola amigos Dogueiros, a história da nossa paixão por dogos inicia-se com a chegada para atendimento de um filhote fêmea à Clínica-Escola de veterinária da Universidade UNIFESO em Teresópolis - RJ.
Na época, eu fazia parte do plantel de estagiários da clínica e acabei me envolvendo profundamente com o caso deste filhote.
Em resumo, esta cadelinha apresentava um distúrbio devido provavelmente a problemas de consanguinidade, já que ela era prole do cruzamento entre irmãos, chamado Síndrome do Cão Nadador.
Portadores desta síndrome apresentam-se com dois (somente anteriores ou posteriores) ou os quatros membros abduzidos e não conseguem se manter em estação, ou seja, ficar de pé. O filhote do caso apresentava a paresia dos quatro membros e se movimentava apenas arrastando seu corpo pelo chão, o que acabou gerando lesões em sua região abdominal devido ao atrito provocado entre o chão e seu corpo.
O proprietário não tendo condições financeiras para realizar o devido tratamento optou por sacrificar o filhote, deixando todos os estagiários comovidos, pois apesar do problema nos membros, o animal era fisiologicamente normal.
Depois de muita conversa com o proprietário, decidi me responsabilizar pelos cuidados e pelo tratamento da cadelinha, evitando assim que ela fosse sacrificada. Ela passou a se chamar Dara.
Antes de Dara, a raça Dogo Argentino era desconhecida para nós. Uma raça carinhosa, atenciosa e companheira. Apaixonante.
Hoje, Dara está recuperada depois de muita dedicação e carinho. Uma companheira para todas as horas.